10 dias em jejum: uma experiência fantástica de autoconhecimento!

Por Prof. Diego Amorim

                               “A maior experiência da minha vida” – assim posso definir o jejum longo que acabo de finalizar! Foi simplesmente fantástico fazer. Nada é mais intenso do que você perceber mudanças em seu corpo e, principalmente, em sua mente.

                        Para facilitar este relato, o farei em partes. Essas partes são frutos de perguntas de meus seguidores nas redes sociais. Perguntas que recebi durante o jejum e no final dele. Então, compilei-as todas aqui para que todos sejam respondidos a contento dentro de minhas sensações e de meus estudos sobre jejum e seus benefícios.

                        Antes , porém, preciso agradecer o apoio e a preocupação de minha esposa linda (@meg_amorim), porque, sem ela, não suportaria estar bem. Ela foi meu meu divã, minha escuta ativa, com quem conversava e quem me explicava coisas que não entendia, sendo nutricionista. Sempre me apoiando em tudo, assim funciona o respeito e a cumplicidade num casamento. Mesmo não tendo o mesmo estilo de vida alimentar, cada um respeita o outro em suas convicções e escolhas e, assim, convivemos felizes e em harmonia. Simplesmente te amo! Você é meu melhor pedaço de carne! (rsrsrsrssr, as feministas morrerão agora)

  1. Por que se submeter a isso?

Uma das perguntas que mais ouvi sobre o meu jejum longo foi essa: por que se submeter a ficar sem comer por tanto tempo? Talvez as pessoas achem que seja sacrifício, ou mesmo uma promessa. Já digo logo que não! Não há nada de sobrenatural em ficar sem comer. Na verdade, não há nada mais natural para seres humanos e animais o jejum longo.

Se você pensar em termos evolutivos, os seres humanos passavam mais tempo sem comer do que comendo, por conta da disponibilidade de comida e por conta da caça, que, na maioria das vezes, era frustrada. Daí, foram adquirindo formas mais inteligentes de caçar e de armazenar comida. Daí, nasceram o que hoje temos de tecnologia alimentar de conservação: banha, sal, sol. Mas isso muito depois, claro.

Então, como faziam? Comiam loucamente quando tinham a caça em mãos, mesmo sem fogo (melhor ponto da carne kkkk), comiam até se empanturrarem. Depois, haveria seu período de jejum longo natural – chamo assim porque não era pensado, mas era algo com o qual já haviam se acostumado por centenas e milhares de anos.

Dito isso, então, pensemos: ficar sem comer é mais comum e natural do que imaginamos. Fomos bombardeamos – e ainda estamos sendo – por indústria que quer vender cada vez mais e, para isso, prega que devemos comer de três em três horas. Um verdadeiro disparate! Mesmo sem fome? Enfim, isso seria motivo para outra discussão.

Respondendo diretamente à pergunta feita, submeter-se ao jejum longo é conhecer-se, testar-se, abrir a mente, expandir crenças dominantes, é saber diferenciar a fome real da fome do relógio, é saber-se capaz de tudo, porque quem manda é você!

Saiba, por fim, que seu corpo está sim preparado para fazer jejuns longos. Apenas seja cuidadoso com sua alimentação no mês anterior de tentar, coma comida de verdade, tenha como base alimentar a carne em suas diversas formas de preparo, de qualquer sorte de animais e no conceito de respeito aos animais, que é do focinho à cauda (nose to tail).

  • Os primeiros dias

Bem, os primeiros dias – digo isso mesmo após o segundo, porque, para quem só come quando sente fome e aí come até a saciedade, como eu, não há fome mesmo nos dois primeiros dias – fica mais pesado o fardo, se é que se pode chamar assim. Na verdade, não há fome real senão uma “hora de comer” terrível.

A hora de comer é muito constrangedora porque as pessoas à sua volta almoçarão, tomarão café da manhã ou jantarão, e você não. Há pessoas que preferem se afastar dos outros nessa hora, mas não recomendo. Recomendo que você se sente à mesa com seu café sem açúcar ou sua água e divirta-se com eles nos papos e nos assuntos que houver.

Isso mesmo! O isolamento social somente trará a você angústias e desprazeres. Você ficará isolado, o que, por si só, já é ponto negativo para seu jejum. Se sua mente não estiver ocupada, adivinha no que ela pensará o tempo todo? Exato: comida. Fomos adestrados assim! Portanto, sente-se à mesa e curta o momento. Saiba – e esteja preparado para isso! – que o assunto será você e a “loucura” de estar de jejum longo. Então, explique, empolgue-se!

Com o passar dos dias, as pessoas se acostumarão e não terão tantas perguntas. Apenas a apreensão por estar sem comer há tanto tempo! Resista a isso! E continue sentando-se à mesa!

  • As refeições: fome de relógio

É incrível como seu cérebro – condicionado por décadas de informações errôneas de que você deve comer de manhã, no almoço, no lanche, na janta e depois para “forrar o estômago” para dormir – quando chega a tal “hora de comer”, nos primeiros dias de jejum, avisa você de que deve comer!

Logo que acordo, do terceiro dia em diante, há aquela necessidade de colocar alguma coisa no estômago, porque sim, apenas porque sim. Daí o café sem açúcar, devagar e sempre, durante o dia. Sente à mesa para confraternizar com os seus, não seja o chato isolado, não dê motivos de reclamações infindas!

Pela manhã, coloca água no copo com um pouco de sal iodado com potássio (leia rótulos, há muitos que contêm). Isso serve para repor sais e seus eletrólitos. Importante durante o jejum, seja ele longo ou intermitente.

Mantenha sua mente ocupada, trabalhe normalmente, leia, estude, dirija, nada disso é afetado pelo jejum. Não acredite simplesmente no que dizem por aí! Teste-se! Entenda-se! Pesquise-se! E permita-se! Isso é o mais legal do jejum longo: autoconhecimento. Mente ocupada significa menos pensamento em comida, ou na fome do relógio.

Outra ideia fantástica é comprar sal grosso (melhor porque contém menos loucuras na hora do refino) e chupar durante o dia. A nossa “balinha carnívora”, ou “halls carnívoro”. Isso substitui colocar na água para quem não se adaptou. Essa ideia fantástica e prática que você pode até levar com você a treinos me foi passada por minha amiga virtual, Anamaria Suarez, @anamariassuarez.

  • Evento social

Não deixe de ir a eventos sociais por conta de seu jejum. Aqui o princípio é o mesmo de sentar-se à mesa: confraternizar! Fazer jejum não é ficar na cama, quieto, sem se mexer, para ir mais longe! Não! Você precisa se mexer, sair, se divertir! Você apenas não precisa comer! Isso é libertador! Sente-se à mesa no evento social, peça sua água com gás e divirta-se! Converse, ria e interaja! Novamente e provavelmente, o assunto será seu jejum! Mas, quer saber? Foda-se! Explique, fale como se sente! Eles ficarão loucos com sua disposição há dias sem se alimentar!

Não seja isolado e chato. Não deixe de ir por conta do jejum! Você saber que pode ir e se controlar é fenomenal! Pense! Respire! Resista! Saiba em sua mente que você não é obrigado a nada: nem a comer e nem a resistir caso queira quebrar o jejum ali.

Jejum não é competição! Você não faz para ver até aonde consegue ir! Se estiver fazendo assim, está fazendo errado e colocando sua vida e saúde em risco. Ele é autocontrole e conhecimento. Não pode ser um fardo e, sim, uma experiência!

  • Mente bloqueada

Muitos me perguntam como eu consigo sentar-me à mesa com um monte de comida gostosa, cheirosa, com todos comentando e não comer. Simples: saio de casa com minha mente preparada para o que virá e como eu devo reagir frente a isso. Chamo isso de bloquear a mente, deixá-la blindada para tudo o que possa acontecer.

Mentalizo pelo que passarei durante o evento gastronômico. Sinto cheiros e texturas, sinto o sabor das coisas e como resistir a elas. Penso nas perguntas que me farão e nas respostas que darei: curtas, precisas e seguras.

Durante o evento, por exemplo, um almoço ou jantar, penso em mim mesmo e se realmente, veja: realmente, estou com fome ou se não é apenas uma forma que meu cérebro está arrumando para que eu coma. Na esmagadora maioria das vezes, só de parar e pensar, já decidimos não ser fome.

Sendo assim, aprenda a se conhecer, a conhecer sua fome, a, principalmente, reconhecê-la! Assim, você bloqueia mais facilmente os outros e a si mesmo tentando sabotar seu jejum, sua experiência.

  • Os cheiros, o frio das extremidades

6.1. cheiros

Sentir o cheiro das coisas! O olfato é o sentido mais forte para a memória! É o que mais leva você a lembrar de coisas e pessoas, de situações ou embaraços vividos. Os cheiros são capazes de provocar em você reações físicas incontroláveis e inevitáveis como ânsia, vômitos e até desmaios.

Contudo, os cheiros são passageiros. Os seres humanos se acostumam muito rapidamente com os cheiros, deixando até mesmo de senti-los quando expostos a eles por muito tempo.

Mas em jejum é diferente! Do quarto dia em diante, seu olfato pode ser muito acentuado – comigo aconteceu no sétimo dia –, fazendo com que você até se sinta mal com alguns cheiros de coisas químicas de, por exemplo, xampu, sabonete, desinfetante.

Um dia, tomando banho, quando passei o sabonete no rosto, senti uma ânsia louca, um mal-estar brutal. Segurei um pouco! Foi terrível. O que fiz com isso? Usei da mente bloqueada para, aos poucos, anular os efeitos, sem deixar de sentir os cheiros.

Por que isso acontece? Pense comigo na ancestralidade. Os humanos ficam sem comer por dias, sem caça, sem comida. Quando o jejum natural chegava a um ponto, o cheiro era acentuado para que ele pudesse se preparar melhor para caçar com eficiência. Fantástico corpo humano!

6.2. frio

Sentir frio é uma proteção do corpo para que você o tire do risco. Muito bem! Porém, em jejum longo, quando você está muito tempo sem se alimentar, é normal o corpo tomar providências para você possa resistir ao que está por vir: mais escassez. E o que ele faz? Ele diminui a circulação de sangue nas extremidades – dedos das mãos e dos pés. Assim, ele poderá concentrar mais atenção aos pontos vitais de seu corpo. A produção de calor pelo corpo também diminui para economizar energia, e isso provoca ainda mais frio.

Então, é bastante comum sentir frio nas extremidades do corpo a partir do terceiro dia em jejum e isso ir aumentando nos dias subsequentes.

  • Água e café

Todos perguntam o que tomo neste período. Somente, água – que pode ser com ou sem gás – e café sem açúcar. Essas duas bebidas não quebram o seu jejum e nem fazem seu estômago saírem do estado de repouso – o que efetivamente tiraria o jejum.

Acrescentar limão em rodelas à água não quebra o jejum pela quantidade ínfima de nutriente e substâncias incapazes de provocar seu estômago em repouso a sair dele. O mesmo não ocorre ao se espremer o limão, porque aí a frutose e os ácidos cítricos podem, eu disse ‘podem’, tirar o seu estômago de estado de jejum. Você arriscaria perder benéficos para ter limão em sua água?

Sobre os chás permitidos, digo o mesmo sobre a quebra do jejum. Se feitos com ervas, ou algo que não contenha frutose, não quebram o jejum. Servem apenas de acalanto assim como o café! Benefício mental!

Em verdade, deveríamos nos ater à agua e aos sais a ela adicionados apenas. Deixe sua mente trabalhar em informações, leituras, trabalho, lazer com a família. Com o passar dos dias, nem sede você sente mais. É simplesmente incrível. Seu corpo passa a produzir a água de que necessita, assim como faz com a autoprodução de colesterol e outras substâncias vitais. Com isso, não digo para você não tomar água, mas a frequência diminui e você precisa ficar atento para a reposição, principalmente por conta dos sais.

  • Suplementação necessária. Será?

Por falar em sais, a suplementação desses elementos é necessária durante o jejum prolongado porque seu corpo os perde na urina. Você poderá ter problemas – como câimbras, queda de cabelo, unhas fracas – caso decida não tomar sua água com sal, ou mesmo chupar pedras de sal grosso durante o dia.

Sais essenciais para o jejum longo são o sódio, o potássio e o magnésio. Sendo assim, os dois primeiros podem ser repostos com o sal iodado com potássio, basta ler os rótulos nas prateleiras de supermercados que você encontra. Informação é a base de tudo o que você decide fazer! Lembre-se disso!

Quanto ao magnésio, pode ser reposto com cápsulas compradas em farmácias nas suas diversas formas: dimalato, cloreto, por exemplo. Qualquer um serve. Entre os dois, o dimalato é melhor.

  • E o intestino como fica?

Com o jejum longo, seu intestino ficará em descanso por longo período. Você não terá bolos fecais a serem eliminados porque não os está produzindo já que não está comendo.

Pode acontecer – e não é raro, acredite! – de você usar o banheiro a partir do terceiro dia de jejum. Isso ocorre porque seu corpo está provocando a autofagia. Ele está se alimentando dele mesmo, das reservas de gordura para a produção de energia e manutenção dos sistemas. Isso pode fazer com que ele precise eliminar certas gorduras e células mortas e doentes no processo. É normal.

  1. O que me tira do jejum?

Tudo o que contiver caloria e nutrientes tira você do estado de jejum. É diferente de tirar você da cetose. Neste caso, a quantidade deve ser um pouco maior para que você saia da cetose. No jejum, qualquer quantidade capaz de mover seu estômago – por exemplo, mascar chicletes, indicando que entrará comida no estômago – pode quebrá-lo.

Há uma polêmica sobre o uso de caldo de ossos em jejum e isso não ser capaz de tirar você do jejum. Vamos pensar juntos: a) terá nutrientes? Se sim e terá, então tira você do estado de jejum, mesmo não sendo sólido; b) contém calorias? Se sim e terá, então tira você do estado de jejum; c) você ficará em estado alimentado com um caldo de ossos? Se sim e ficará, tira você do estado de jejum.

Então, por que alguns médicos e especialistas em jejum dizem que não quebra o jejum o consumo de caldo de ossos? Pesquise! Eles indicam o jejum para fins terapêuticos! E isso é diferente do que você procura num jejum longo, apesar de também ser terapêutico também quando se toma apenas água.

Pense comigo: jejum é ficar sem se alimentar, portanto não se alimente! Simples assim. Isso muito bem dito por outra amiga virtual, Lilian Bastos, @lilianbastosst, que está grávida e leva sua gravidez numa boa com a pequena Leah (Leoah) no ventre somente com carne (@mamaecarnivora).

Mas, como em tudo na vida, você quem decide se fará uso ou não do caldo de ossos como apoio.

  1. Clareza mental

O estilo de vida carnívoro, o carnivorismo, já traz à mente um estado de clareza fora do comum. Você consegue pensar melhor, mais rápido e com maior clareza, sem açúcar ingerido (e aí se conta também a ingesta de carboidratos, pois viram açúcar no seu sangue rapidamente).

No estado não alimentado, sua mente adquire outro patamar na clareza. É uma mágica! Você fica mais lúcido do que de costume. Sua rapidez de raciocínio é fenomenal! Você fica elétrico mentalmente.

Isso acontece porque as sinapses – ligações químicas e físicas no cérebro – ocorrem com mais frequência. Criam-se novas ligações, seu pensamento ganha mais velocidade, lucidez e discernimento. Sua atenção é multiplicada. Se voltarmos à ancestralidade do jejum longo, isso se dava para que se pudesse preservar a inteligência na caça, na busca pelo alimento e nos artifícios para se conseguir mais comida e mais rápido. Nosso sistema corporal é fantástico quando se trata de preservação da espécie!

Eu chamo esse estado de ‘ritalina natural’.

  1. Treino pesado em jejum

Como disse, não se perde força em jejum, nem faria sentido perder. Ao contrário, por incrível que pareça: ganha-se mais força ainda!

Pude testar isso malhando. Desde um mês antes do meu jejum longo já treinava e anotei os pesos e gradativamente os aumentava por conta da Carnívora. Porém, notei fortemente que, em jejum longo, conseguia aumentar ainda mais as cargas de todos os exercícios. A cada dia de treino, somado aí mais um dia sem alimentação, meu corpo resistia mais e melhor às cargas maiores.

Pernas e braços aguentavam cada vez mais carga e eu as aumentava como teste. Foi sensacional a experiência! No décimo dia, me cansava mais rápido, porém a carga era maior do que a do nono dia.

  1. Todas atividades diárias normais

Saiba que para que o jejum longo seja saudável a você, ele não pode atrapalhar sua rotina. Você deve conseguir fazer tudo de forma normal. Caso isso não ocorra, você está em risco e deve interromper seu jejum.

Seja responsável! Jejum é vida e não risco a ela! Jamais force continuar com a falta de alimentação, se sua rotina não estiver em ordem. Respeite-se!

  1. Glicemia baixa – exercícios

Aliás, cabe um adendo aqui muito importante. Eu tive queda da glicemia. Chegou a 46. Um verdadeiro risco de hipoglicemia e poderia me levar ao desmaio, ao tal coma diabético. Com a ajuda de nutricionista (Tatiane Attilio – @tatianeattilio.nutri) e de médicos (Dr. Alex Noronha – @palavrasmedicas; e Dr. Fábio Rieger @dr.fabiorieger), entendi que meu corpo abaixava a glicemia, mas estava seguro da gliconeogênese, autoprodução de glicose para reposição. Atenção: isso para quem não tem problemas metabólico como a diabetes tipo 1, porque nela não se produz insulina! Cuide-se! Meu muito obrigado aos três pela dedicação e carinho que tiveram comigo durante o jejum, de uma forma espontânea!

Como resolvi isso? Malhando! Isso mesmo! Colocar o corpo para fazer força, além de aumentar minha glicemia, me fazia bem demais. Então, toda vez que sentia minha glicemia baixa, eu procurava atividades de força para que meu corpo reagisse e produzisse a glicose necessária para a estabilização.

Houve um dia em que não poderia ir à academia porque não havia quem ficasse com minha filha de um ano e nove meses. Ele pesa 11 quilos. Então, em tom de brincadeira para ela, eu fiz rosca direta com ela nos braços servindo de peso, fiz agachamentos, tríceps, peito e costas. Foi muito gratificante!

  1. Quilos perdidos

Essa, sem dúvidas, é a pergunta mais feita a mim durante o jejum longo e mesmo após seu término. Mesmo eu repetindo que meu objetivo nunca foi a perda de peso, as pessoas insistem em saber ‘quantos quilos foram perdidos’.

Pois bem, a título somente de curiosidade – porque no próximo jejum longo que farei não me pesarei –, foram eliminados nove quilos e duzentos gramas, 9,2kg.

Isso importa? Não. Efetivamente não. Sempre procurei o meu controle e os benefícios do jejum prolongado a longo prazo e não a perda de peso. Isso seria forçoso já que no estilo de vida que levo, a Carnívora, a perda de peso já ocorre de forma natural e gradativa.

Mesmo porque, depois que se volta à alimentação, alguns quilos voltam, frutos da reposição de água, gordura de reserva – que seu corpo inteligentemente fará.

  1. Diferença e semelhanças do jejum intermitente e o longo

16.1. diferença

A diferença entre jejum longo e o chamado de intermitente se dá porque, no intermitente, os protocolos de estado não alimentado variam entre 12 e 24 horas, portanto se dá no intervalo de um dia. Pode ser 12/12, 14/10, 16/8, 18/6, 20/2 ou ‘eat-stop-eat’ – come e depois de 24 horas se come novamente, também chamado de OMAD, sigla em inglês para comer apenas uma vez no dia.

Para explicar: 12/12, 14/10, 16/8, 18/6, 20/2 – chama isso de janela alimentar. Exemplo: em 18/6, tem-se 18 horas em jejum para 6 horas de alimentação.

Já no jejum longo a pessoa fica mais do que 24 horas sem se alimentar, por definição. Porém, seus benefícios eficazes começam a partir de 48 horas de jejum.

16.2. semelhanças

A semelhanças entre os dois tipos de jejum vão desde a autofagia natural, a perda de peso gradativo, a renovação celular, até o melhoramento metabólico. Claro que cada um com um tempo distinto para esses ganhos, quando intermitente, demora-se mais a obter os ganhos; quando longo, têm-se os ganhos por muitos meses depois do seu término.

  1. Quebrando o jejum: a recuperação imediata.

Outra sensação fantástica experimentada pelo jejum longo é a volta à alimentação, ao estado alimentado do corpo. Incrível como se pode sentir a força entrando em você no mesmo instante em que você começa a se alimentar. Seu corpo se renovando, ganho mais vida, mais vigor, mais energia ainda.

Você sente literalmente sua pele melhor, o calor do seu corpo voltando a ele para suportar a ingesta feita. Você percebe seu estômago funcionando, reagindo. Logo depois sente o intestino todo trabalhando.

Fiquei atento a cada reação do meu corpo nas primeiras 24 horas depois de quebrar o jejum. Foi muito incrível perceber-me, sentir-me como nunca seria possível comendo de três em três horas.

Quebrei meu jejum de dez dias com ovos, queijo, inicialmente. Isso em casa, para entender a reação que teria. Corri para uma churrascaria e me joguei em carnes seladas em quantidades absurdas – 1,7kg. Aliás, carnes apenas seladas são especialidade de nós carnívoros! Delícia: aquele ponto chamado de bleu em que o centro da carne permanece frio, cru – isso anima até o ‘Costelinha’, filho de outra amiga virtual presente nessa jornada, Patrícia Rocha, @paty_semfrescura, que aprendeu com a mãe a comer apenas carne, e selada!. O que senti? Barriga cheia! Senti o gosto das carnes, do sangue delas. Senti o sabor de voltar a comer! O prazer que há em comer comida de verdade!

Foi sensacional! Já marquei o próximo jejum longo. Isso mesmo! Marquei a data de começar, mas não a de parar! Seguirei com mesmo propósito de renovação celular, de autoconhecimento. Se perderei peso, não sei porque não medirei nada. Apenas estarei em estado ancestral de não alimentação e percebendo meu corpo me protegendo e me preparando para a próxima caçada, para a próxima churrascaria!

Brasília-DF, de 18 a 28 de agosto de 2019. Das 15h de 18/8 às 20h de 28/8 – 245 horas em jejum

Professor Diego – Leões andam com Leões!

(9) Comentário

  • Anamaria Suarez 31 de agosto de 2019 @ 17:17

    Meu amigo, você é incrível! Sou muito grata por sua amizade, aprendo muito com você! Sua mente vigorosa, sua determinação nos inspira todos os dias! Deus lhe abençoe e permita que, um dia, possamos nos encontrar fisicamente pra comer carnes loucamente e bater altos papos! Te amo! <3

  • Marilene 1 de setembro de 2019 @ 09:07

    Incrível e inspiradora sua trajetória !!!! Esse depoimento nos mínimos detalhes foi excelente, bem informativo e real!!! Parabéns pela força e Obgda por nos dar a oportunidade de viajarmos juntos nesse relato.

    • Diego Amorim 20 de outubro de 2019 @ 17:49

      OBRIGADO, CONTE COMIGO!! SÓ VAMOS!!!

  • Tatiana 1 de setembro de 2019 @ 17:49

    De boca aberta. !!!! Quando fiz carnívora me senti excepcionalmente tranquila, sem dores nos joelhos. Foram apenas 9 dias. Nunca me senti melhor. Apenas saudades do côco e da abóbora 🤭. Pretendo começar de novo nesse setembro carnívoro. Forte abraço 😘

    • Diego Amorim 20 de outubro de 2019 @ 17:49

      OBRIGADO, CONTE COMIGO!!

  • Marcio Alves 2 de setembro de 2019 @ 08:25

    Parabéns, Diego! Vou tentar fazer de 2 dias ou até mais! Você me animou!

    • Diego Amorim 20 de outubro de 2019 @ 17:48

      OBRIGADO, CONTE COMIGO!!

  • André 2 de setembro de 2019 @ 10:52

    Excelente o relato, Professor! Deixar salvo aqui pra mandar como referência pra quem quiser tirar qualquer dúvida! Parabéns e vamo que vamo!

    • Diego Amorim 20 de outubro de 2019 @ 17:48

      OBRIGADO, CONTE COMIGO!!

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