PMSC – RECURSO LÍNGUA PORTUGUESA

QUESTÃO 1, PROVA

Solicita-se a anulação desta questão por não haver resposta possível para o questionamento feito.

Pedia-se que se marcasse a resposta correta quanto a presença de um pronome pessoal oblíquo.   

As alternativas apresentadas para análise estão dispostas assim:

A) “Neste caso, romper relações é sempre um evento muito traumático”.

B) “Por outro lado, temos a rede.”.

C) “é muito satisfatório ter outro parceiro em quem confiar e fazer algo por ele ou ela”.

D) “Você nasce numa comunidade”.

E) “Uma é conectar e a outra é desconectar.”

Não há a presença de pronome pessoal oblíquo em nenhuma das alternativas apresentadas como possibilidade de assertiva correta. Sendo assim, não haveria como apontar uma assertiva como gabarito.

Justificativas e argumentação:

De acordo com o padrão culto da língua, os pronomes pessoais do caso oblíquo são:

Os pronomes oblíquos átonos “me“, “te“, “nos“, “vos“, “o“, “os“, “a“, “as” e “se“.

Os pronomes oblíquos tônicos “mim“, “ti“, “nós“, “vós“, “ele“, “eles“, “ela“, “elas” e “si” são usados a seguir de qualquer preposição, exceto “com“.

Os pronomes oblíquos tônicos “comigo“, “contigo“, “conosco“, “convosco” e “consigo” indicam o caso comitativo, substituindo o uso da preposição com.

Lembrando que os pronomes “nós“, “vós“, “ele“, “eles“, “ela“, “elas” não são pessoais oblíquos e sim retos, mas usados como complementos verbais ou nominais quando exigido com preposição.

 Sendo assim, o comando da questão induz os candidatos a erro quando pede pronomes pessoais oblíquos por natureza. Isso não é mister de uma banca examinadora.

Essas análises foram embasadas na gramática do renomado professor e escritor Evanildo Bechara em seu livro BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rido de Janeiro: Noiva Fronteira, 2010.

Sendo assim, pede-se a anulação desta questão, conforme argumentos linguístico-gramaticais apresentados.

QUESTÃO 3 , PROVA

Solicita-se a anulação desta questão por haver duas respostas possíveis para o questionamento feito.

Pedia-se que se marcasse a resposta correta de acordo com o comando a seguir:

“O desenvolvimento do tema é atravessado pela experiência tanto coletiva quanto particular do autor. Essa característica coletiva, no texto de Bauman, é irrefutável em:

A) “Os laços humanos são uma mistura de bênção e maldição.”

B) “Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo.”  

C) “eu nunca tive o conceito de ‘redes’.”

D) “Qual é a diferença entre comunidade e rede?”

E) “Neste caso, romper relações é sempre um evento muito traumático.”

Há duas respostas possíveis: a de letra A conforme gabarito preliminar apontado pela douta banca examinadora; porém, a assertiva de letra D também tem todas as características solicitadas no comando da questão.

Pedia-se que se apontasse a assertiva com a característica coletiva de acordo com o desenvolvimento do tema do texto. Sendo assim, na assertiva D, diz-se sobrea a diferença em ter comunidade e rede. A palavra ‘comunidade’ indica, irrefutavelmente, a característica coletiva, conforme o solicitado no comando da questão, perfazendo outra assertiva correta.

Sendo assim, pede-se a anulação desta questão, conforme argumentos linguístico-gramaticais apresentados.

QUESTÃO 4, PROVA

Solicita-se a anulação desta questão por haver duas respostas possíveis para o questionamento feito.

Pedia-se que se marcasse a resposta correta de acordo com o comando a seguir:

As relações lexicais veiculadas no texto estabelecem sentidos variados e contribuem para a progressão sintático-semântica entre os vocábulos. Dessa forma, ao registrar o vocábulo TEM várias vezes em “Você tem que encontrar desculpas, você tem que se explicar, você tem que mentir com frequência e, mesmo assim, você não se sente seguro, porque seu parceiro diz que você não tem direitos, que você é um porco etc.”, o autor:

A) estabelece progressão do tema, ligando sintaticamente todas as ideias e levando um sentido único e incoerente sobre o medo.

B) cria fortes efeitos semânticos de um envolvimento entre o escritor, personagem e leitor.

C) intensifica a ideia veiculada, contribuindo para o sentido e dando maior destaque ao assunto abordado no parágrafo.

D) garante as necessárias retomadas a fim de se quebrar levemente a continuidade semântica do texto.

E) impõe simples sequência das ideias, responsável pelas ligações linguísticas morfológicas isentas de valor semântico.

Há duas respostas possíveis: a de letra C conforme gabarito preliminar apontado pela douta banca examinadora; porém, a assertiva de letra B também tem todas as características solicitadas no comando da questão.

Pedia-se que se apontasse a assertiva que definisse o que a repetição do verbo TEM numa dada frase do texto teria de significado. A frase: “Você tem que encontrar desculpas, você tem que se explicar, você tem que mentir com frequência e, mesmo assim, você não se sente seguro, porque seu parceiro diz que você não tem direitos, que você é um porco etc.”.

Sabe-se que a repetição enfática de um termo numa oração recebe o nome de anáfora e é usada para intensificar a ideia pretendida, conforme letra C da questão. Porém, a figura de linguagem chamada de anáfora tem como recurso criar efeitos semânticos de envolvimento entre o leitor e o autor do texto, pois é um recurso retórico de convencimento, convencimento esse do leitor/interlocutor do texto escrito pelo autor. E, como isso fora feito com a ajuda de uma personagem no texto, seja ele o eu do texto, então a ligação se faz com a tríade: autor, personagem, leitor.

Sendo assim, há duas possíveis respostas para a assertiva, impendido a lisura do certame na marcação da correta.

Essas análises foram embasadas na gramática do renomado professor e escritor Evanildo Bechara em seu livro BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rido de Janeiro: Noiva Fronteira, 2010. E KOCK, Ingedore Villaça – Ler e compreender: os sentidos do texto/Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias. 2ª ed., 1ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2007.

Sendo assim, pede-se a anulação desta questão, conforme argumentos linguístico-gramaticais apresentados.

QUESTÃO 5, PROVA

Solicita-se a anulação desta questão por não haver resposta possível para o questionamento feito.

Pedia-se que se marcasse a resposta correta de acordo com o comando a seguir:

Sobre a oração destacada em “eu acho que muito jovem não tem nem mesmo consciência do QUE ELES REALMENTE PERDERAM…” é correto afirmar que:

A) combina-se, de forma independente, para expressar um ato discursivo diferente do estabelecido pela primeira oração.

B) ocorre no texto sob a forma de um sintagma adverbial, no qual a palavra conjuntiva QUE, gramaticalmente, dá a base da oração.

C) ocorre no texto sob a forma de um sintagma adjetivo, conhecido como oração adjetiva, restringindo a parte de um conjunto.

D) a expressão sintática típica de causa se concretiza na conjunção QUE.

E) a unidade coordenada adquire um padrão no qual juntam-se as orações para formar um sintagma substantivo.

A resposta apontada preliminarmente pelo gabarito divulgado foi a de letra C, que afirma ser a oração de natureza adjetiva, restritiva do substantivo a que está ligada a oração na frase dada. A oração apontada para análise.

Porém, a frase não é de natureza adjetiva, nem sequer restringe o sentido do substantivo a que está ligado. A relação existente na oração dada é de subordinação substantiva, porque fora solicitada de forma obrigatória pelo substantivo ‘consciência: “eu acho que muito jovem não tem nem mesmo consciência do QUE ELES REALMENTE PERDERAM…”. Sendo assim, ela completa o nome ‘consciência’.

Claro está que, caso se considere somente a oração iniciada pelo pronome relativo ‘que’, tem-se o que se aponta na assertiva dada como gabarito. O que ocorre é a falta de destaque correto da oração que se pretende, pois a preposição, na língua portuguesa, pertence ao termo subordinado e não subordinante, mesmo que não se marque a preposição com destaque, o que se considera é a oração por ela iniciada.

Isso causa nos candidatos uma dúvida ao analisar a oração em si, não demonstrando o real conhecimento do candidato frente à língua portuguesa e suas relações. O correto é anular a referida questão a bem da lisura do processo seletivo.

Essas análises foram embasadas na gramática do renomado professor e escritor Evanildo Bechara em seu livro BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rido de Janeiro: Noiva Fronteira, 2010.

Sendo assim, pede-se a anulação desta questão, conforme argumentos linguístico-gramaticais apresentados.

QUESTÃO 10, PROVA

Solicita-se a anulação desta questão por não haver resposta possível para o questionamento feito.

Pedia-se que se marcasse a resposta correta de acordo com o comando a seguir:

A exemplo do elemento em destaque em “eu acho que muito jovem não tem nem mesmo consciência (d)O que eles realmente perderam”, assinale a alternativa em que o termo destacado mantém igual valor morfossemântico-sintático e constitui elemento essencial ao processo de referenciação, estabelecendo a continuidade focal.

 A) “Significa que você empenha O seu futuro.”

B) “Uma é conectar e A outra é desconectar.”

C) “Eu tinha O conceito de laços humanos, de comunidades, esse tipo de coisa…”

D) “Mas o maior atrativo é A facilidade de se desconectar.”

E) “a rede é A que é feita e mantida viva por duas atividades diferentes.”

A resposta apontada preliminarmente pelo gabarito divulgado foi a de letra E, que traz um destaque para o pronome demonstrativo A, igual ao pronome demonstrativo O no texto modelo de análise. Tudo correto, não fosse os parênteses na preposição DE, (d), anterior ao pronome e ale apocopado – nome que se dá à junção de elementos tornando-os menores, unidos, apocopados.

O comando da questão, conforme está, induz o candidato a erro de análise, passando facilmente a analisar o valor semântico da preposição ‘de’ no lugar de analisar o pronome demonstrativo O. essa indução não condiz com o formato da prova da banca examinadora.

Isso causa nos candidatos uma dúvida ao analisar a palavra em si, não demonstrando o real conhecimento do candidato frente à língua portuguesa e suas relações. O correto é anular a referida questão a bem da lisura do processo seletivo.

Essas análises foram embasadas na gramática do renomado professor e escritor Evanildo Bechara em seu livro BECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rido de Janeiro: Noiva Fronteira, 2010.

Sendo assim, pede-se a anulação desta questão, conforme argumentos linguístico-gramaticais apresentados.

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